Sunday, June 27, 2010

em tres meses

Faz tanto tempo que não passava por esse bloguinho que por alguns segundos fiquei com medo de não saber mais postar. Não escrever, que isso já é intrínseco aqui, mas sim essas coisas "burocráticas" de fazer login, lembrar senha, entrar no blogger. De alguma forma, cheguei aqui, inda bem =)

Já são mais de 3 meses desde que não posto, e na verdade parece bem mais. Não que muuuitas coisas tenham acontecido neste meio tempo, mas aconteceram algumas. Aconteceu a vida, que acontecendo assim, a cada segundo, nos dá essa impressão de que o tempo que passou foi pequeno pra tantas coisas pelas quais passamos, mesmo quando não foram assim tão relevantes. Deu pra entender?

Desde da última vez em que escrevi aqui, o semestre começou, e agora já está quase acabando. Estou naquela loucura-correria-desembestada-de-fim-de-semestre, e algumas cadeiras realmente me divertiram, enquanto outras foram um calvário, hahah.

Desde a última vez em que escrevi aqui, o verão se foi, passou o outono e começou o inverno, que tá uma delícia, apesar da umidade, que sempre tenta estragar tudo.

Desde a última vez, começou a copa do mundo, que sempre me faz pensar na vida. Por vir só de 4 em 4 anos, ela sempre me faz pensar em como estava minha vida na copa anterior, e o quanto tudo mudou nesse meio tempo. Pra mim são sempre uma época de reflexão, esses "ciclos fechadinhos e contínuos" sempre acabam mexendo comigo, me botando pra pensar (mais).

Desde a última vez, cortei o cabelo de um jeito diferente e mudei a cor, e gostei!

Desde a última vez, li um livro que me fez pensar muito e me mudou bastante, "Ensaio sobre a Cegueira"; e o Saramago morreu. (Foi inevitável pensar que ele só estava esperando que eu lesse um livro dele.... eu sei, extremamente self-centered, sorry, mas crio uma relação de extrema proximidade com os autores - e personagens - de livros que eu goste muito, me sinto tri íntima mesmo ;) )

Desde a última vez, a vida não parou, e isso me deixa feliz. Ando realizando coisas, pensando, questionando, planejando. SEMPRE. Tento não me entregar à inércia, por mais confortante que ela possa parecer às vezes. E isso é bem legal, tanto quanto ver que cada dia é assim, repleto de possibilidades, de momentos, de vida, de momentos que, não sendo significantes para contar numa retrospectiva, são significantes sim, quando os vivemos. Acho que a vida é feita assim, né? Desses momentos que muitas vezes não são percebidos, quanto mais contados para alguém. Mas q tbm mudam tudo.


Wednesday, March 03, 2010

sobre madrugadas

Outra madrugada em que decido aparecer por aqui. Não sei porque, tenho esse afeto tão particular por elas, as madrugadas. Sempre tive, mesmo com as olheiras e bocejos e cochilos em algumas aulas chatas que aproveitá-las me causa. E eu, com minha mania de explicação, de tentar entender os meus quereres, já parei muitas vezes pra tentar descobrir a raiz disso, o porquê de minhas promessas de começar a dormir mais cedo nunca resistirem quando uma chegava, assim de mansinho. Acabei por entender que tem a ver com o sentimento de solidão gostoso que ela traz, com a sensação de que só eu estou acordada, enquanto todo resto do mundo dorme, ou ao menos está escondida pelo escuro da noite, cada qual no seu quarto, com no máximo uma pequena lâmpada e ventilador ligados.

Fico aqui, no meu cantinho, escondidinha no meu quarto, me sentindo quase que numa bolha, ao mesmo tempo tão longe e tão perto de tudo e todos. É a minha hora de respirar mais tranquila, mas tbm mais agitada, a cabeça a mil, com pensamentos indo e vindo, freneticamente. É meu momento mais produtivo, mas tbm mais calmo do dia.

Adoro madrugadas. E não é um par de olheiras que vai me fazer mudar de ideia.......

Thursday, January 28, 2010

pedacinhos e nostalgias

Tava vendo tv hoje à noite, e passando pela Warner, reconheci trechos de Passageiro 57. Pra quem não conhece, um clássico dos filmes de ação, com Wesley Snipes (hahah, lembro o nome de cor só porque na propaganda usavam uma super entonação), um clássico dos “sessões da tarde” e “cinemas em casa” da vida. Lembro que quando era criança adorava esse filme, virou um marco na minha infância. Era um dos poucos filmes que meu pai topava ver junto, minha mãe tbm gostava por toda aquela coisa ação/suspense, e minha irmã e eu ficávamos tri empolgadas com as músicas estrategicamente escolhidas nos momentos certos, para dar a impressão de que Snipes era um cara irresistível, que sua vida era uma coisa luxo, poder e sedução e que realmente um avião ser seqüestrado era uma coisa super corriqueira. Lembro inclusive que naquela época estava começando a ir de avião pra Sp e SEMPRE perguntava pra minha mãe: “Será que esse avião não tem perigo de ser seqüestrado, mãe?”.

Revendo uns pedacinhos dele, a nostalgia é inevitável, os deja vous tbm. É impressionante como lembro de como me sentia na época, e como agora, olhando assim pra trás, dá pra ver que isso foi algo que fez parte da construção da pessoa que me tornei. É um filme tosco e brega e tal, nada cult, etc, não elevou em nada meu intelecto, mas faz parte das minhas lembranças, essas sim, fazendo a diferença. Acho que, more or less, todos temos mania de achar que vida é só o que estamos vivendo agora, nesse momento, mas vendo coisas assim, que marcaram o passado, vemos que não é bem assim. Já vivemos muita coisa, coisas que quem convive conosco hoje nem imagina. É aquela coisa do “Você é o que ninguém vê”. Por que tantas vezes precisamos de colo de mãe ou do lugar onde passamos a infância pra lembrarmos de quem somos? Porque tem coisas que nos construíram que acabamos esquecendo, e com isso, deixando uns pedacinhos de nós pelo caminho. E s pedacinhos acabam fazendo falta, eventualmente.

Uma vez me disseram que “Somos o que fazemos”, somos só aquilo que os outros conseguem ver. O que está dentro? Se não for exteriorizado, não tem valor. Sempre achei exatamente o contrário, e comecei a argumentar. Até acho, claro, que o que fazemos efetivamente, o que os outros vêem de nós, é importante, mas ninguém nunca vai conhecer tudo o que há para ser conhecido de cada um. Todos temos experiências, lembranças, vivências, tristezas, alegrias, tanta coisa que nos tornou quem somos e quem seremos a cada novo dia, que fica impossível pra mim concordar com essa teoria.




Tenho muitas coisas que estão sim, só dentro de mim, e que guardo com muito carinho, quase como um tesouro, e prefiro manter assim. O que na verdade não importa, o que importa é o efeito que a soma desse monte de pedacinhos acabou tendo em mim. Pq sei que a pessoa que me tornei tbm se deve a esses "detalhes".

Tuesday, January 26, 2010

Nos últimos dias descobri que:

- Sou uma exímia, porém medrosa, caçadora de baratas;
- E-bay é um site fantástico. Como ouvi uma vez (não lembro de quem): desde que descobri, tenho vontade de comprar até pão lá;
- Tequila deve ser tomada com parcimônia;
- Tagarelar com amigos até o amanhecer é o que há;
- Horóscopos de jornal às vezes fazem todo o sentido do mundo.

Sunday, December 27, 2009

....

E desculpem os dias em que não apareci aqui, as vezes em que estava desanimada, com vontade de mandar tudo à..... (vcs sabem), as vezes em que não me deu vontade de vir aqui escrever. O meu problema nessas ocasiões, na verdade, era pensar demais. O tempo todo mesmo. Então tem vezes que já estava tão cansada de pensar que não me restava o que dizer aqui, fora as coisas censuradas ou indizíveis mesmo, que ainda não consegui colocar em palavras.

Mas pensando bem, o ano foi bom. Passei sim, por uma crisezinha existencial, e acho que isso é normal, e bom na medida em que nos faz ter de descobrir o que nos incomoda, afinal. Mas também vivi muitas coisas boas, fiz amigos novos que realmente fizeram a diferença, vivi coisas que ainda não tinha vivido. Senti muito, porque isso é uma constante, e muitas vezes coisas muito boas; apesar das muitas vezes que senti coisas ruins ou confusas demais, que só davam um nó em tudo.

Espero que o ano que vem seja MUITO bom, mesmo. Pra todos nós. Que tenhamos inspiração e alegria, que tenhamos otimismo mesmo com essa realidade tão ruim que nos é jogada na cara once in a while, que tenhamos brilho nos olhos, paz no coração, amigos de verdade, friozinhos na barriga, olhares, sorrisos, amores. Na verdade, acho que amor resume tudo: que tenhamos amor pelos outros, pela vida, por nós mesmos, e que tenhamos quem nos ame tbm. Acho que é isso, (só) isso que quero pra 2010.
Sobre o Natal....



Sei que estou um pouquinho atrasada pra falar disso, mas estava viajando no dia propriamente dito, e infelizmente ainda não tenho um note...... (sim, Marcelo, essa foi pra ti ;) )

Sempre penso, todo ano, que gosto mais do que vem antes do Natal do que do dia mesmo. Adoro as luzinhas, as músicas, a decoração, as propagandas bonitas - e mesmo as toscas, admito - adoro pensar que esse dia realmente faz alguns muito felizes, e que, apesar de toda aquela história de capitalismo-hipocrisia-blahblahblahviskasachê, esse dia realmente tem o poder de aproximar gente que fica distante, por escolha ou não e de nos fazer pensar mais sobre o que temos feito da nossa vida no dia-a-dia. Mesmo que isso se deva à imagem que nós mesmos, as pessoas, construímos desta data, ainda acho isso admirável. Mesmo assim, normalmente no dia mesmo vem uma melancoliazinha chata, que me impede de ver a graça que vejo nos dias que o precedem. Isso também acontece com muita gente, eu sei, e até hoje não sei bem o motivo.

Apesar de tudo isso, esse ano meu Natal foi ótimo, bem atípico, como eu gosto: na praia, numa casinha alugada minúscula, com a família. Na verdade fugimos total do roteiro: entregamos os presentes pouco depois do fim do dia 23, com todos jogados na cama de casal do quarto que tinha tevê, logo depois de assistirmos um filme. O clima estava tão legal entre nós, que pensei que não haveria momento mais propício pra entregarmos os presentes. A janta, agora realmente no dia 24, consistiu de molho 4 queijos feito por mim e restos de churrasco do dia anterior. O mais perto que chegamos do tradicional chester foram uns pedacinhos de frango tbm do tal churrasco. Depois, sem mais presentes para entregar, ficamos entretidos em jogos de tabuleiro, conversas e besteiras. Todos juntos, reunidos e felizes, sem nos prendermos a tradições que na verdade não fazem falta quando fazemos o que faz sentido para nós. E isso é o que realmente o Natal significa: amor, união e aquela magia que sentimos no ar quando nos abrimos pra isso.

Espero que o Natal de vcs também tenha sido ótimo, mesmo. E que todos sempre lembrem que não devíamos precisar usar o Natal como desculpa pra falar com quem nunca falamos, ou nos reunirmos com gente que amamos; que isso devia ser feito o ano TODO. O Natal, na essência (e não vou entrar na questão religiosa aqui), é só um dia como todos os outros, ao qual nós mesmos atribuímos valor. Por isso, que comecemos a atribuir esse mesmo valor a todos os outros dias, porque ser feliz só uma ou duas vezes por ano é besteira, e um baita desperdício.

Wednesday, December 09, 2009

Cada pedacinho...

Cada micro pedacinho do meu corpo dói: unhas, raiz do cabelo, cílios. Meus ombros estão mais doloridos do que se um mamute tivesse dançado samba em cima deles.
Depois me dizem que “essa coisa de fim de semestre é psicológica”........

Sunday, December 06, 2009

Queria......

Queria que alguma coisa nos meus olhos deixasse claro pra ti o tipo de perguntas que passam pela minha cabeça ......

Monday, November 30, 2009

Ando sonhando muito, MUITO mais do que de costume. Sonhos loucos, com muuitos detalhes. Sobre tudo: amigos; desconhecidos (com detalhes, repito!! Fico imaginando de onde saem essas pessoas inexistentes que vão parar nos sonhos..... ), sobre o estágio e os trabalhos de fim de semestre; e sobre coisas que me fazem acordar sorrindo-e-tendo-vontade-de-voltar-pro-mesmo-sonho também, admito.

Agora já são 2 am., então vou lá dormir e sonhar mais um pouco, com licença.... =)


Monday, November 16, 2009


Fim de semana foi lindo, na maior parte do tempo. Chuva, muuita chuva. E como eu adoro um temporalzinho assim, pra olhar da janela, embaixo dos cobertores em alguma madrugada..... Amo, há certos momentos em que tudo costuma fazer sentido pra mim, esse é um deles....

Céu cinza também, BEM cinza, pra me deixar feliz. Muitos cafés, porque não é por ser finde que vou deixa-los de lado, muitas conversas, muitos abraços, muitos sorrisos, comidinhas, leituras, blogs. Algumas atucanações, gostosas dessa vez (irritantes, mas gostosas.) Algumas saudades, muitas lembranças. Vontades de fazer algumas coisas que há tempos andam no plano dos..... planos.

Mas tudo está se ajeitando direitinho. Devagarzinho, claro, pq as coisas não costumam ser tão fáceis assim, mas está ficando tudo bem. Vou dando meu jeitinho de voltar a me sentir bem no lugarzinho que escolhi pra mim nessa imensidão toda. Porque é mesmo muito fácil se perder num mundo imenso e visceral assim, é muito fácil sentir medo perante coisas que não se entende, perante um mundaréu de interrogações. Ainda mais quando se tem uma profusão de sentimentos/pensamentos/medos/angustias/vontades/amores dentro de si, como eu tenho.

Monday, October 26, 2009

Putz, hoje que eu tava suuuper no clima de escrever aqui, fiquei sem internet o dia todo. Pôxa, ficar sem internet num domingo é cruel, não?

Enfim, voltarei outra hora pra contar do que anda acontecendo. Rezem para que a porcaria do cabo do meu modem não se suicide novamente.

Boa 2ª pra vcs! (juro que não foi ironia.... ) =)

Tuesday, October 20, 2009

Como sempre, está tardíssimo e eu continuo acordada.

Apesar de saber que novamente dormirei menos de 4h, apesar de saber que acordarei tendo inveja de zumbis, apesar de saber que o dia amanhã será exaustivo e que novamente dormirei na aula que tenho depois do almoço. Mas tive um dia bem estressante hoje, que me deixou bem angustiada, e a madrugada tem sempre o poder de me deixar um pouco mais tranqüila, então me irrita o fato de que, quando começo a me divertir de novo depois do stress, tenho que ir dormir. Adoro madrugada, talvez deva cogitar a vida de guarda noturna.

Ah, a angústia de hoje foi uma angústia motivada, nada relacionado aos stresses dos últimos tempos. Alunos podem ser serezinhos extremamente estressantes e ingratos às vezes. Volto a divagar: talvez ser guarda noturna seja uma opção.

bjs, meliga ;)

Tuesday, October 06, 2009

Bem, estou vindo avisar que estou viva. E bem. Os últimos posts foram meio deprimentes e quem ler isso aqui e ver que eu não tinha entrado mais há um bom tempo vai acabar pensando "Se atirou num poço, de certo". muáhahaha. (humor negro mode on)

Não, o motivo pra eu não ter postado ultimamente não foi tristeza ou algo do gênero, foi simplesmente o fato de eu andar suuuper ocupada. Com estágio, com planejamento de estágio, com imprevistos do estágio, com provas, com textos a ler, com amigos pra ver, etc.

E a verdade é que ainda estou me colocando no eixo de novo, então quis ficar um pouco afastada daqui. Pq toda vez que venho aqui inevitavelmente penso demais, falo demais comigo mesma. E isso eu já faço sempre, o tempo todo, e às vezes se faz necessário pensar menos e viver mais. É o que tenho tentado fazer, então.

Mas está tudo indo muito bem. O estágio está sendo super legal, uma surpresa boa mesmo, os amigos andam me fazendo muito bem também ( os antigos e os novos), e estou voltando a ver graça em tudo de novo, me preocupando um pouco menos.

Ah, sobre o temporal-al-al que atingiu o RS ontem: o vento foi tão forte que o pára-brisa do bus em que eu estava soltou. Sim, soltou. E a "tampa" do ar condicionado que fica no teto soltou tbm e ficou fazendo um barulhão no teto, todo mundo ficou apavorado sem saber o que estava acontecendo. Mas sobrevivemos todos, no final. O problema é que cheguei em casa e não tinha luz, o que me deixou louca da vida. Pôxa, eu tava sonhaaando com um banho quente e de espuma (vamos fingir que eu tenha uma banheira, ok? ) ..... Mas enfim, c'est la vie. E hoje o tempo já estava melhor, choveu bem menos, e o tempo estava agradável, nem frio nem quente, e nublado como eu gosto =)

Cenas dos próximos capítulos nesse mesmo local, mas certamente não no mesmo horário ;)

Sunday, September 13, 2009



Retomando o post anterior: sim, a semana foi boa.
Consegui resolver a questão da dorzinha latejante. A dor, não da causa dela, ainda. Pq a causa (um amontoado delas, na verdade), é bem complexa, nada que possa ser resolvido assim, como algo que simplesmente apagamos ou abstraímos.
Mas abstrair está sendo uma das minhas soluções. Sou atucanada-neurótica-preocupada demais às vezes, e (tentar) abstrair ajuda a vermos as coisas com mais clareza e objetividade. E isso é um grande passo para alguém que tantas vezes é um emaranhado de sentimentos.
Mas acho que tudo vai ir melhorando aos poucos. Tenho que acreditar que tudo vai se ajeitando se fizermos a nossa parte, que não dá pra prevermos e anteciparmos e resolvermos tudo antes da hora. Que não dá pra termos controle de tudo sempre. Que nem tudo é tão catastrófico quanto às vezes parece. E que se for mesmo catastrófico, se realmente eu achar que as coisas não estão boas e nem vão ficar, dá pra começar de novo. Isso uma amiga querida me ajudou a entender.
Sempre achei q temos de tentar ir vivendo da melhor forma possível, curtindo todos os detalhes, todo o percurso, pq só valorizar o ponto de chegada é besteira. E o tempo todo que passamos no caminho até lá? Simplesmente deixar passar? Não, não mesmo.
Sei que to conseguindo respirar melhor de novo. E isso não tem preço. Só que os dias andam meio amargos e chuvosos demais. E ainda que eu ame chuva, estou precisando que um sol bem brilhante se abra lá fora. E aqui dentro, onde ele anda meio apagadinho. Mas isso eu logo providencio =)

Monday, September 07, 2009




Feriado é tudo de bom.

O meu foi ótimo. Não fiz nada de mais, nenhuma grande aventura ou novidade, mas curti, descansei um pouco, fiquei com a família que eu amo, risquei alguns itens da minha "what to do" list, vi a chuva linddda que caiu hoje só pra me deixar um pouco mais feliz. Céu nubladão anunciando temporal, chuva forte e o cheiro que ela deixa são algumas das coisas que me fazem mais bem. Dão uma aquietada na alma.

Que anda inquieta; mais do que de costume. E que anda meio triste. E meio que totalmente confusa. Citando meu amigo Rust "aquela dor daquele músculo sem nome que passa os dias contraído em algum lugar do seu estômago, e que dói, dói muito, e você sabe que não é por nada que você ingeriu, inalou, nem tampouco por causa de um soco ou de uma batida, embora doa quase como um soco". É bem isso que ando sentindo. Uma dor, um aperto em algum lugar do meu estômago, em algum lugar que eu nem sabia que existia. E que incomoda, incomoda muito. E que é constante, sabe, só fica mais fraca às vezes. Parece que é algo que me impede de respirar tranquila, como se só tirando esse peso de mim eu pudesse voltar a respirar de novo.

Só sei que essa sensação, além de me fazer mal, me irrita. Odeio quando perco o controle sobre o que sinto. Sei que não dá pra termos controle sobre tudo na vida, mas pelo menos sobre mim eu gosto de ter um pouco. E essa dorzinha aí já se instalou há tempos, e ainda não consegui fazer com que ela fosse embora.

O bom é que consigo deixar tudo isso em standby, como uma janelinha do windows minimizada em algum canto de mim, para que não atrapalhe ou interfira demais nos meus dias, na minha vida, na minha pseudo paz.


Sem muito mais a dizer hoje....... espero que a semana seja boa.

Tuesday, September 01, 2009

Tive aula o dia todo na facul hoje. Pensei que ia voltar pra casa em plena tempestade tropical, com direito a algum pseudo tornado. Mas não, indo de ônibus pro mercado, a cena dificilmente poderia ser mais linda: o dia acabando, com o sol se pondo e deixando tudo colorido, claro e brilhante, contrastando com as nuvens escuras do temporal que se anunciava. Sabe quando a gente olha pela janela e fica sorrindo sozinha? Então.
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Pq ando sim, cansada, preocupada e estressada ultimamente. Mas tem momentos em que tudo isso parece desaparecer por uns minutinhos, só pra me deixar ver de novo a magia de tudo isso que chamamos de vida.
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E tive alguns desses momentos hoje: vendo o céu fechando de dentro da sala de aula (adoooro céu cinza), vendo as árvores lindas que a ufrgs tem e que há tempos eu não notava, comendo um pedaço de torta e fofocando/confabulando no almoço com uma amiga querida, conversando e rindo muito com amigos que me fazem tão bem, voltando de ônibus pro mercado ouvindo música e observando embasbacada a cena linda que o céu criava lá fora.
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E pensar que quando acordei hoje, teria dado tudo pra poder voltar correeendo pra cama..... teria perdido um dia lindo, delicioso e feliz. Leve como há algum tempo eu não tinha.